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TRABALHO REMOTO (DESCENTRALIZADO) E ÁGIL – COMO CONVIVER

No ágil, a proximidade das pessoas é importante. A equipe autogerenciada e multifuncional se comunica muito, internamente, com o PO e com outras pessoas das áreas de negócio, de forma preferencialmente osmótica, informal, cara a cara.

Beleza. Mas por outro lado o trabalho remoto (home office) e as equipes geograficamente espalhadas são também uma tendência. Como então promover a proximidade, tão necessária no dia a dia?

A resposta é: com uso de tecnologias de colaboração. A ressalva que cabe é que seria preciso usar tecnologias de colaboração decentes e tratar o home office de forma decente.

Uma tecnologia de colaboração decente é aquela que é cabível e que funciona adequadamente, apenas isto. Pessoas participando de conference calls em conexões sobre IP deficientes, só passando áudio e sem poder ver o que está acontecendo, ou tentativas de conferences com imagem em equipamentos fracos para tal gera uma irritação generalizada, que só reforça a distância física, em vez de neutralizá-la.

Quanto ao home office, entendamos que não se trata de trabalhar na mesa da cozinha, como se fazia no tempo da faculdade. É preciso providenciar um espaço mais bem preparado para servir de posto de trabalho. E, por favor, especialmente quando um cliente estiver conectado, cuide para que seu cachorro não lata (dê um osso para ele roer ou algum brinquedo que o distraia bastante).

Aos poucos, com o barateamento dos recursos tecnológicos e a crescente educação canina (hoje eles contam até com psicólogos), a colaboração em equipes descentralizadas tenderá a ser menos improvisada e todos se sentirão como se estivessem na mesma sala, nos momentos em que isto for necessário. Vale a pena cuidar do assunto com carinho, pois os escritórios tradicionais estão cada vez mais inviáveis.

Uma questão crítica no trabalho descentralizado é que ele convida ao uso de ferramentas de gestão online. Isto é um perigo. No ágil, os meios físicos e simples, como post-its, têm preferência sobre os eletrônicos. Explorarei esta questão, que é um pouco polêmica, em outro artigo.

 

Roberto Pina Rizzo
MSc, PMP, PMI-ACP, SAFe Agilist
Lean Agile Change Agent / Gestor Senior de TI

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