Entrar no mercado de trabalho é uma tarefa cheia de desafios, ainda mais em tecnologia. Mesmo com muitos cursos e bootcamps disponíveis, a transição do aprendizado para uma oportunidade de trabalho concreta exige mais do que dominar sintaxe ou lógica, é preciso entender o que as empresas procuram, saber como mostrar sua habilidade em aplicar seu conhecimento e como se preparar para os processos seletivos.
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O que geralmente as empresas procuram em um desenvolvedor júnior
O “júnior” é um profissional com pouca ou nenhuma experiência, mas que tem um conjunto mínimo de competências para aplicar as teorias que aprendeu, se desenvolver e crescer dentro da empresa. As empresas entendem isso, que o júnior está em desenvolvimento e precisa de suporte, mas o que é esperado de um júnior então?
Habilidades técnicas
De acordo com guias de carreira do setor:
- Conhecimento em pelo menos uma linguagem de programação relevante para a vaga (por exemplo, JavaScript, Python, Java).
- Entendimento de fundamentos como lógica, estruturas de dados e controle de fluxo.
- Noções básicas de banco de dados e versionamento de código (como Git).
- Um portfólio que demonstre aplicação prática desses conhecimentos.
Habilidades comportamentais (soft skills)
Empresas estão cada vez mais valorizando:
- Capacidade de aprender rapidamente.
- Trabalho em equipe e boa comunicação.
- Curiosidade e proatividade para resolver problemas.
- Disposição para feedback e crescimento contínuo.
O que recrutadores valorizam além do currículo
Hoje em dia, além das habilidades técnicas, muitos profissionais de RH e gestores de tecnologia buscam sinais de potencial, não apenas performance. Adaptabilidade, mentalidade de resolução de problemas e vontade de colaborar têm ganho cada vez mais peso nos processos seletivos.
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Como montar um portfólio que chame atenção
O portfólio e o perfil no GitHub são muitas vezes a primeira visão concreta que um recrutador tem do seu trabalho, muito mais do que um currículo com listas de cursos.
O que incluir no seu portfólio
- Projetos completos com foco em resolução de problemas reais.
- Readmes descrevendo o raciocínio por trás das soluções, tecnologias usadas e desafios enfrentados.
- Projetos que evoluem com o tempo e mostram seu aprendizado.
Importante: não se trata de quantidade, mas de qualidade. Ter 3-5 projetos bem pensados geralmente pesa mais do que dezenas de repositórios pequenos e sem contexto.
Boas práticas para as ferramentas de hospedagem de repositórios Git
- Utilize um README claro e organizado para cada repositório (e até para o próprio perfil).
- Mostre commits frequentes e organizados, isso dá ao recrutador uma ideia de como você pensa e evolui no trabalho com código.
- Se possível, adicione deploys online (ex.: Netlify, Vercel, Render etc.) para que o projeto seja testado sem precisar baixar nada.
Esses detalhes podem transformar um perfil comum em algo que os recrutadores realmente queiram explorar.
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Como se preparar para entrevistas técnicas
Depois que seu portfólio chama atenção, chega a etapa da entrevista e é aí que muitos candidatos travam, mesmo sabendo programar.
Entrevistas técnicas podem incluir:
- Testes de lógica e algoritmos
- Pair programming
- Discussão de projetos no portfólio
- Perguntas sobre funcionamento de código e raciocínio por trás das escolhas
Como se preparar?
- Pratique questões de lógica e algoritmos em sites como HackerRank, CodeSignal, LeetCode ou similares.
- Revisite seus próprios projetos, sabendo explicar por que tomou cada decisão técnica.
- Faça simulações de entrevistas com colegas ou mentores, isso treina não só técnica, mas postura ao se comunicar.

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Dicas extras para aumentar sua empregabilidade
Essas são algumas práticas que não são ensino técnico, mas fazem uma enorme diferença na sua empregabilidade:
Networking é parte do processo
Participar de comunidades, grupos em redes sociais ou grupos de discussão e eventos de tecnologia pode abrir portas que um currículo sozinho não abre.
LinkedIn e presença online contam
Plataformas como o LinkedIn são amplamente utilizadas por recrutadores ao longo do processo de seleção, tanto para encontrar candidatos quanto para avaliar experiências, projetos e histórico profissional. Por isso, manter um perfil atualizado, com projetos, habilidades e objetivos claros, é um fator importante, principalmente para quem busca a primeira vaga na área de tecnologia.
Candidate-se, mesmo se não atender 100% dos requisitos
Muitas vagas têm listas de requisitos “ideais”, e para júnior, não atender tudo, não significa que você não deve se candidatar. Além do mais, frequentemente, candidatar-se ainda traz oportunidade de feedback e aprendizagem.
Por fim, passar de estudante para desenvolvedor júnior é uma jornada que vai além de cursos e vídeos. Trata-se de:
✔ Entender o que o mercado valoriza.
✔ Mostrar seu trabalho de forma clara e estratégica.
✔ Saber se comunicar em entrevistas.
✔ Construir uma presença profissional ativa e confiável.
O mercado de tecnologia continua competitivo, mas com um portfólio bem construído, repositórios Git organizados e uma preparação sólida, as chances de conseguir a sua primeira vaga na área aumentam bastante.








