Skip to content

Expectativa, esperança e realidade

Dezembro é naturalmente, na maior parte do mundo, o mês das festas, dos momentos mágicos. O mês da eXperança (mistura da expectativa com a esperança). O mês do encontro, dos desencontros, das agendas cheias, do desejo de não fazer nada, da correria, das frustrações, das alegrias, da comilança, do pensar no regime para se preparar para o verão. Do tudo junto e misturado. Da expectativa, da esperança e da realidade! Do querer viver 365 dias em 30 ou menos, porque precisamos terminar tudo antes do dia 31! Ufa! Dezembro é o mês!

Para mim, além de ser tudo isso, é também o momento de refletir e neste meu artigo, convido você a refletir comigo como podemos viver os próximos 365 dias de forma esperançosa e com uma realidade de paz interior e sentimentos de realização.  

O primeiro passo é entendendo a diferença entre expectativa e esperança. Aquilo que nos consome em pensamento, aquela construção de um roteiro em nossa mente sobre o que vai acontecer, que nos gera uma certa angústia e ansiedade, é a expectativa. É o esperar muito algo, aquele grande desejo, aquela vontade enorme.

Já a esperança é aquele sentimento que temos sobre a possibilidade da realização de algo, é a confiança que temos, a fé, a coisa boa. É o estar aberto para a realização de um desejo.

Quando você tem esperança, você está numa frequência positiva. Você acredita que tudo está conspirando a favor. A esperança nos alegra, nos anima.

Entendendo a diferença entre os dois sentimentos, a melhor escolha é sermos esperançosos. Os esperançosos são otimistas, positivos, vivem com menos estresse físico e mental e é aí que entra a realidade. Vivermos realmente em estado de harmonia física e mental, não é exatamente o que a maioria de nós tem buscado? Ouso dizer que essa é a felicidade que tanto almejamos. 

A esperança ajuda muito a sabermos lidar com as crises e evitarmos o desespero. A esperança muda a nossa vida porque ela não mira no futuro, mas sim na forma como atuamos e respondemos o presente. E aí vem a realidade novamente. Qual é o nosso melhor presente se não vivermos bem o dia de hoje, o momento presente?

Então por que não pautarmos nossos próximos dias e anos na esperança? Aproveite esses últimos dias do ano para fazer uma revisão de como tem vivido. Mais de expectativas e de frustrações? Vire a chave! Permita-se um momento de reflexão e da criação de um propósito de um novo ano baseado em esperança! 

Acredite em você. Trabalhe sua autoconfiança. Seja bondoso com você mesmo. Dê um passo de cada vez.

Mude a forma como encara as coisas. Mude o foco. 

Seja bem-humorado. Permita-se viver momentos de incerteza – esses momentos aguçam nossa criatividade, nossos sonhos. Vá atrás de novidades. Faça novos planos.

Seja grato. Valorize todos e tudo de bom que há ao seu redor. Mantenha uma atitude mental positiva.

Dê espaço a decepção – é importante reconhecer que iremos nos decepcionar em alguns momentos da vida. E que saberemos lidar de forma consciente e equilibrada com o que nos acontece de diferente.

Cuide da sua alma, do seu espírito, do seu físico. Ouça sua voz interior. Visualize como as coisas podem acontecer e tenha sempre a certeza de que você não pode controlar o mundo, mas pode ser esperançoso, levar e compartilhar a esperança com alguém. Quando testemunhamos a generosidade de uma pessoa, tendemos a ser mais generosos. Mais empáticos e isso gera uma corrente positiva, uma nova realidade!

Seja esperançoso! Seja feliz! 

Que seu novo ano seja repleto de bons planos, sonhos, desejos e que a realidade de seus próximos dias seja de muitas boas realizações e conquistas! 


Feliz 2024!

 

Compartilhe

Artigos Relacionados

Delegar não é se afastar: o papel do líder em manter proximidade com autonomia

Quantas vezes você já ouviu que “um bom líder deve saber delegar”? Mas pouco se fala sobre se afastar demais ao
Leia mais >

Se você se considera um adulto pouco criativo, saiba que a criatividade também se desenvolve.

Durante muito tempo, criatividade foi tratada como um talento reservado para artistas, inventores ou pessoas consideradas “naturalmente criativas”. Mas pesquisas mais
Leia mais >

JOMO, maturidade profissional e o desafio de continuar humano em um mundo acelerado

Nos meus dois últimos artigos, falei sobre a atualização da NR-1, o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais e como a
Leia mais >